•  Faculdade
•  50 anos de educação e fé
•  Os idealizadores
•  As aulas noturnas na Escola Americana
•  Ensino e comunhão no sítio em Mairiporã
•  A FTML chega a São Paulo
•  50 anos: novas conquistas, novos projetos
•  Cronologia
•  Entrevista



ENSINO E COMUNHÃO NO SÍTIO EM MAIRIPORÃ

Aumentar Diminuir
| imprimir |

A construção da sede da Faculdade Metodista Livre em Mairiporã foi, nas palavras de John Mitzuki, “quase um milagre”. O projeto pôde ser concretizado graças à solidariedade e ao apoio de jovens que viviam longe da realidade brasileira, nos Estados Unidos.

Em meados dos anos 50, a comunidade Metodista Livre da cidade norte-americana de Michigan lançou um desafiou aos estudantes da Spring Arbor College: levantar fundos para a construção de uma Faculdade Metodista no Brasil. Alunos e professores abraçaram a causa e surpreendentemente conseguiram toda a quantia necessária para a realização da obra: 100 mil dólares. “Não foi fácil. Foram fundos levantados com bastante sacrifício dos professores e alunos daquela instituição educacional”, lembra o pastor John Mitzuki. “Alguns alunos chegaram a vender os próprios carros para dar dinheiro para o projeto”, conta ele.

O esforço valeu a pena. Com o dinheiro arrecadado, a Igreja Metodista do Brasil adquiriu um sítio de 15 alqueires, localizado em Mairiporã. Naquela área tranqüila e cercada de verde, começou a ser erguida a sede da FTML. Com experiência em construção, o missionário norte-americano Harold Ryckman veio especialmente do Paraguai para o Brasil coordenar as obras. E o prédio foi sendo erguido.

 Primeiro, foi construído o refeitório, seguido de um quarto anexo para a missionária Lucile. Em seguida, vieram os dormitórios das moças e rapazes. Depois, a sala de aula e, finalmente, as casas dos professores. Concluída a construção, em 1958 começaram as aulas. O pastor Donald Bowen foi escolhido para ser o reitor e o pastor o John Mitzuki foi nomeado o primeiro deão da faculdade.

Naqueles tempos, a FTML oferecia um Curso de Teologia para os homens e Educação Cristã para as mulheres. Os professores se dedicavam integralmente à instituição, morando no próprio sítio. Os  alunos faziam o mesmo: estudavam, se alimentavam e dormiam no local. Assim, tinham tempo de sobra para se dedicar ao aprendizado.

A FTML funcionou no sítio em Mairiporã durante seis anos. Longe da poluição e da violência das grandes cidades, naquele lugar sossegado e em contato com a natureza, professores e alunos comungavam do mesmo ideal: difundir os ensinamentos cristãos e contribuir para o crescimento da Igreja Metodista Livre no Brasil.


R. Pirapitingui, 165 - 3º andar - Liberdade - São Paulo - SP (prox. ao metrô São Joaquim) - (11) 5579-4629 - Horário de atendimento: 13h30 às 20h30